Arquivo da categoria: Notícias | Telhado Verde

Seleção de mídia sobre o tema telhados verdes e jardins suspensos.

Quer conhecer como foram executados alguns de nossos projetos? Confira a nova seção ‘Telhados Verdes’ no site do Studio Cidade Jardim

Telhado verde casa cobogó
Telhado verde casa cobogó

O Studio Cidade Jardim lança nesta semana sua nova seção de estudos de caso sobre telhados verdes. É uma seleção de projetos premiados e que receberam destaque pelos desafios técnicos e de performance. ‘Queremos apresentar um pouco de nossas experiências nestes 6 anos de trabalho do Instituto e provar que é possível converter qualquer laje ou telhado seco em um telhado verde e vivo’ afirma Sérgio Rocha, um dos idealizadores do projeto. Confira mais no studiocidadejardim.com.br

Dira Paes e Angélica no telhado verde do Village Mall Rio

Angélica e Dira Paes preparam salada no telhado verde do Village Mall, no Rio.

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Os telhados verdes estiveram em pauta neste fim de semana.

A entrevistadora Angélica entrevistou a atriz Dira Paes para seu programa Estrelas deste sábado, 10. A atriz conheceu o telhado verde do shopping center Village Mall (Rio) e preparou uma salada com Angélica: ‘Fazer um prato com o que você plantou é mais gostoso’.

As duas ainda conversaram sobre alimentação saudável e sobre o cultivo de jardins e hortaliças em telhados: “É uma tendência que vem crescendo. Você pode reduzir em até 70% a temperatura do ambiente e ajudar na redução do consumo de energia”(…).

O telhado verde do Village Mall foi cultivado com o sistema Modular 4L pelo Instituto Cidade Jardim em novembro de 2012 – veja aqui o passo-a-passo da montagem.

Confira o vídeo completo e a reportagem no link da globo.com

 

 

Telhados verdes avançam, mas programas de incentivo precisam evoluir.

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Por Edilaine Felix em O Estado de São Paulo de 14/12/2013.

O conforto ambiental que vêm de cima

Telhados verdes são opção para reduzir a temperatura e aumentar umidade do ar em edificações; e ainda podem diminuir gastos

Elas podem ser feitas de pe- quenos jardins ou de áreas maiores com árvores de porte razoável e espelho d’água. Podem até mesmo abrigar pequenas hortas, como no topo do Shopping Eldorado, na zona oeste de São Paulo. Mas o fato é que as coberturas verdes no topo de edifícios reduzem a temperatura e aumentam a umidade do ar do local.

A conclusão é de um estudo que comparou um prédio que possui um “pequeno bosque” no seu topo, o edifício-sede da Prefeitura de São Paulo, o Conde Matarazzo, com o Edifício Mercantil/Finasa, que possui telhado de concreto. Ambos estão localizados no centro da capital paulista. O resultado do estudo do geógrafo e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Humberto Catuzzo faz parte da sua tese de doutorado: Telhado verde – impacto positivo na temperatura e umidade do ar.

“Analisadas a temperatura e a umidade relativa do ar, a primeira ficou 5,3 graus Celsius menos quente (na Prefeitura) em relação ao Mercantil e a segunda ficou 15,7% maior”, diz o geógrafo. O Matarazzo tem uma área de cobertura de dois mil metros quadrados, sendo que a área de jardineiras é de 484 m2.

O telhado verde da Prefeitura é denominado, segundo Catuzzo, de intensivo – composto por árvores e arbustos, grama permanente e exige alta manutenção. “Também é chamado de telhado jardim.”

O pesquisador explica que existem ainda outros dois tipos de telhado: o extensivo, com vegetação rasteira, geralmente gramíneas, e o classificado como semi-intensivo, constituído por gramíneas e arbustos. Na cobertura do Edifício Matarazzo há espécies arbóreas de porte médio a alto, nativas e exóticas, incluindo palmeiras e um espelho d’água com 30 m2, com carpas, informa a administração.

Segundo o geógrafo, os benefícios dessa cobertura são grandes, mas temperatura e umidade relativa do ar são os principais. Catuzzo também destaca que ela representa redução no gasto de energia, pois aumenta o conforto térmico interno da edificação, diminuindo o uso do aparelho de ar condicionado. Por fim, ele lembra: antes de ser instalado é necessário calcular se as estruturas suportarão o sobrepeso de um telhado verde.

No mercado. Apesar dos benefícios, esse tipo de cobertura é muito pouco utilizada pelo mercado imobiliário. A construtora e incorporado Even, no entanto, informa possuir mais de 30 empreendimentos com telhados verdes. “Nos nossos telhados priorizamos espécies de baixa manutenção. Por isso, trabalhamos mais com espécies diversas de suculentas”, diz o diretor executivo de sustentabilidade da empresa, Silvio Gava.

As suculentas são plantas com folhas gordas e cheias de líquido, que aguentam passar o dia todo sob o sol.

Gava conta que a Even utiliza essas coberturas principalmente em lajes que cobrem o pavimento térreo, guaritas e similares. “Elas reduzem bem a temperatura dos ambientes e, portanto, há uma economia de energia no uso de ar condicionado”, diz o diretor da Even.

“E também existe um fator estético, porque o visual das unidades se torna mais agradável, já que, em vez de lajes, há jardins”, acrescenta Gava.

Shopping center tem horta cultivada com lixo orgânico

Eldorado planeja ampliar a área de cultivo e ter plantas em toda a extensão do seu teto de 9.800 metros quadrados

O Shopping Eldorado, em Pi- nheiros, na zona oeste da capi- tal, tem uma horta de 2.500 me- tros quadrados em sua cobertu- ra de 9.800 m2.

No telhado são cultivados capim-cidreira, hortelã, erva do-ce, carquejo, malva, sálvia, alecrim, bálsamo e poejo, berinjela, jiló, cebola, pimentões, pimentas, salsinhas, alfaces, gengibre, tomates, manjericão, morango, pepino, abobrinha, gazânia e lavanda, que dão colorido e um cheiro agradável ao local.

Alimentação. “A ideia surgiu pela necessidade de diminuir o lixo orgânico produzido na praça de alimentação que chega a 300 toneladas de alimentos por mês”, afirma o gerente de operações do Shopping Eldorado e um dos idealizadores do projeto, Marcio Glasberg.

Todo esse resíduo orgânico é separado, passa por um sistema de compostagem, instalado no próprio shopping, e produz 14 toneladas de material por mês, que é utilizado para adubar as plantas da cobertura.

“Além do benefício de produzir alimentos, existe o ganho indireto de não ter o sol direto na laje, diminuindo o uso de energia (para refrigerar a área interna) e água.”

De acordo com Glasberg, em cinco anos o shopping center pretende estar com toda a sua cobertura tomada por área verde. “Teremos um jardim, com árvores.”

Projeto obriga edifícios a ter cobertura verde

O diretor executivo do Instituto Cidade Jardim, Sérgio Rocha, diz que é bom haver políticas públicas a respeito, mas é contra a obrigatoriedade. Ele se refere ao Projeto de Lei 1.703/11 do deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo e que obriga condomínios com mais de três andares a instalar telhados verdes em suas coberturas, “O projeto precisa ser melhor avaliado e pensar nos modelos e nos impactos para cada região. Deve haver políticas de incentivo”, afirma.

Para ele, é necessário avaliar o zoneamento da cidade para conhecer as áreas que sofrem mais com as enchentes e então aplicar políticas de acordo com cada região.

“O telhado verde traz mais benefícios para grandes áreas, locais próximos de rios e no entorno de morros, auxiliando na drenagem de água e reduzindo enchentes”, afirma.

Para o geólogo Humberto Catuzzo, as políticas públicas são fundamentais para a implantação de telhados verdes. “Em cidades da Europa e dos Estados Unidos, o poder local por meio de políticas públicas concedem incentivos financeiros para a implantação dos telhados, ou até mesmo redução na cobrança de impostos para quem implantá-los”, diz.

Permeável. Para Rocha, o telhado verde é uma ferramenta. “Ele converte uma área de concreto em permeável. Por isso, pensamos em uma tecnologia que leve em consideração a sustentabilidade, as enchentes e a energia”, diz.

Para entender mais sobre o funcionamento desses telhados, Rocha visitou a Europa, que tem, inclusive, políticas públicas para a implantação de coberturas verdes.

Hoje, o instituto conta com uma equipe de engenheiros, arquitetos e biólogos, que fazem uma análise estrutural do prédio para identificar qual o melhor tipo e telhado verde a ser aplicado no local. “Precisamos saber também se é para cultivo, ou para melhorar a drenagem.” Segundo Rocha, um estudo americano revelou que os impactos na temperatura e na umidade do ar em edifícios com telhados verdes podem variar de 7% a 70%, dependendo do tipo adotado. Os custos para instalação de um telhado verde podem variar conforme a tecnologia adotadas e os materiais utilizados, Em São Paulo, o preço do metro quadrado com montagem pode sair de R$ 150 até R$ 300.

 

MM House / Studio MK27 – Marcio Kogan + Maria Cristina Motta

Publicado originalmente em 20/08/2013 em www.archdaily.com

From the architect. The MM House organization is set by the intersection of two perpendicular axes on a single ground floor. Along one axis is the horizontal volumetry of the house, with its green roof that lifts the grass of the land and merges with the surrounding construction. Along the other axis, there is emptiness: a wooden deck and pool.

At the intersection of these axes, a terrace holds the social spaces of the house, including a kitchen and a living. With permanent cross ventilation, the atmosphere is inviting, even with the high temperatures of São Paulo state, in southeastern Brazil. This terrace is the transition between interior and exterior. It divides the house into two blocks of wood. The southern block contains the garage and TV room while the northern block holds rooms, kitchen and services. The ceilings create a spatiality: over the terrace it is a low concrete porch and over the living room it is inclined as the roof design and made out of wooden slats.

The climate issue is key for the habitability of the house. All spaces are provided with ventilation through wooden folding doors, brises-soleil that can be fully opened. Moreover, the green roof acts as an insulator, besides creating the peculiarity of the volume.

   

Section
Architects: Studio MK27 – Marcio Kogan + 
Location: Bragança Paulista, São Paulo, 
Collaborators: Carolina Castroviejo, Mariana Simas, Oswaldo Pessano
Project Team: Carolina Castroviejo, Eduardo Glycerio, Lair Reis Renata Furlanetto, Samanta Cafardo, Suzana Glogowski
Area: 715 sqm
Year: 2012
Photographs: FG+SG – Fernando Guerra
Interior Design: Diana Radomysler
Technical Drawings: Fernando Botton
Landscape Designer: Renata Tilli
Structural Engineering: Benedicts Engenharia – Eng. Eduardo Duprat
Construction Manager: SC Consult – Eng. Sérgio Costa
Contractor: CPA Engenharia – Eng. Paulo Renó
Site Area: 4,500 sqm 

Caboclo no Amazonas inspirou a tecnologia

Por Valdir Sanches.

Um prosaico telhadinho de galinheiro, feito por um caboclo de Manaus (AM), inspirou o meio de vida do agrônomo Sérgio Rocha e sua mulher, a especialista em agroecossistemas Fabiana Scarda. O telhadinho tinha plantas em cima, para não expor as galinhas ao calor. Com a mesma técnica, aprimorada, o casal e um terceiro sócio, Ricardo Scarda, pai de Fabiana, já cobriram telhados de casas ou empresas em inúmeras cidades, entre elas São Paulo, Rio e Brasília. Em São Paulo, há clientes como o Banco do Brasil, de Pirituba, e o Bradesco de Perdizes. A Universidade de Campinas (Unicamp) e o mineiro Uberlândia Shopping Center também receberam a cobertura verde.

Sérgio e Fabiana, ambos com 34 anos, se conheceram durante o antigo curso colegial, em Itu, onde nasceram. Fizeram faculdade, ele de agronomia em Botucatu,ela de ecologia, em Rio Claro. Dois “verdes” acabariam logicamente na Amazônia. Em Tefé, no oeste do estado do Amazonas, Fabiana atuou na Reserva de Mami- rauá. A cidade está às margens do Rio Solimões e do Lago de Tefé. Em suas praias, os ribeirinhos cultivam alimentos como melancia e mandioca. Sérgio seguiu Fabiana.

Um ano depois faziam mestrado em Florianópolis. De volta a Manaus, acabaram conhecendo a permacultura, que usa meios ecológicos e economicamente viáveis para suprir necessidades básicas do homem. Assim como o galinheiro com telhado verde. “Quando vi o galinheiro achei genial”, recorda Sérgio. “Disse que o autor devia receber o Prêmio Nobel”. Foi à internet, e descobriu que telhados verdes eram práticas mundiais. Mas ele e Fabiana se apaixonaram por isso. E desenvolveram seu próprio sistema.

Publicado originalmente por Valdir Sanches no Diário do Comércio de São Paulo em novembro de 2010. Faça aqui o download do artigo original em PDF.Diario do Comercio nov10

Visite a página do Instituto Cidade Jardim no Facebook e conheça um pouco mais o trabalho do Instituto Permacultura da Amazônia.


Alunos do EMEF Lourenço Carmignani conhecem o Instituto Cidade Jardim


Sinal de bom tempo no Instituto Cidade Jardim. Alunos e professoras do EMEF Lourenço Carmignani visitaram a área de produção e plantio de telhados verdes. A atividade, que fez parte da IV Olimpíada do Meio Ambiente , foi coordenada pela professora Angélica Bruni – o projeto ‘Casa dos Sonhos’ recebeu o segundo lugar e ajudou a plantar um novo olhar sobre o nosso jeito de morar. Muito obrigado pela oportunidade!

Veja mais fotos no facebook do Instituto Cidade Jardim: www.facebook.com/institutocidadejardim

Casa ecológica: jardim sobe a escada e vai para o telhado

Publicado originalmente por Valdir Sanches no Diário do Comércio de São Paulo em novembro de 2010. Faça aqui o download do artigo original em PDF.Diario do Comercio nov10

Quando visita seus clientes, Sérgio Rocha se apresenta levando não uma convencional pasta na mão, mas uma caixa de plantas sobre o ombro. Como um chacareiro levaria sua cesta de verduras. A caixa é a alma de seu negócio. Ela pode dar conforto em uma casa, livrar um bairro de enchentes e ajudar a atmosfera global. O que Sérgio carrega é um módulo de telhado verde. O engenheiro agrônomo desenvolveu uma técnica própria para cobrir telhados com plantas. Em vez da laje bruta, ardendo ao sol, o frescor de um gramado e um canteiro de folhagens. A tal caixa sobre os ombros – o módulo – é de plástico e tem 40 centímetros por 50 centímetros, com 9 cm de altura. Reúne tudo o que se precisa para colocar plantas em telhados. Ela se encaixa a outras iguais, para cobrir a extensão desejada. Na parte de baixo existem copinhos que armazenam água. Acima deles vai o substrato (em lugar de terra), com cinco centímetros de altura: um preparado com argila e composto orgânico, como resíduos de cana. Aí são plantadas as mudas.

Raízes – As raízes das plantinhas penetram no substrato e chegam aos copinhos de água. “Comida” e água à vontade. Os copinhos têm furos para drenagem. Se cair um temporal, o excesso de água sai para canaletas da caixa e é levado para o sistema de escoamento do telhado (calhas, por exemplo). Uma das vantagens do substrato é pesar bem menos do que terra vegetal. Assim, fará menor pressão sobre o telhado em que o sistema for aplicado. Bem, e que plantas é possível ter? Até árvores como uma jabuticabeira, garante Sérgio Rocha. Mas o comum são plantinhas que chegam a 40 cm de altura. As mais indicadas são as chamadas suculentas. Elas armazenam água em suas folhas. Isso é importante, porque as condições dos telhados verdes com frequência se assemelham às dos desertos. Durante o dia, lá em cima, diretamente sob a inclemência do sol, pode haver temperaturas superiores a 40° C; à noite, pode cair para 11° C. Além disso, os lugares estão sujeitos a ventos intensos, geadas. E a secas. Nos períodos de seca (ou quando o proprietário se esquecer de regar), as plantinhas suculentas usam a água guardada em suas folhas. Mas há uma variedade de outras plantas indicadas, como folhagens de diversos tipos e grama. Entre estas, a grama amendoim (de folhas arredondadas) e a esmeralda, igual à dos campos de futebol. Nestes casos, não se pode descuidar da regadura, a ser feita a cada três ou quatro dias (um sistema de irrigação simples pode ser instalado, com torneira no térreo).

Árvores – Sérgio diz que o plantio de árvores, como a jabuticabeira, é possível com a criação de um canteiro. Ou uma técnica que consiste em concentrar mais terra sobre os módulos. Independente do tipo de planta, os telhados verdes exigem manutenção a cada seis meses. É preciso subir no telhado e ver se não surgiram plantas invasoras. Pássaros, morcegos, o vento, podem trazer sementes. Sérgio diz que já foram achadas sementes de árvores grandes, como figueira e embaúba. Os telhados verdes beneficiam as casas, porque servem como isolante térmico. Menos calor dentro de casa, mais economia com ventiladores e ar condicionado. No tocante ao bairro, à cidade, contribuem para a qualidade do ar, já que as plantas retém o carbono poluente e liberam oxigênio na atmosfera.

Efeito estufa – As plantinhas suculentas, diz Sérgio, retém 50 toneladas de carbono por hectare (10.000 metros quadrados). É uma boa contribuição para ajudar no combate ao aquecimento global, o vilão de nossos tempos. Os telhados verdes também colaboram na redução de enchentes. Retém a água da chuva, que vai sendo liberada aos poucos. Assim, deixam de despejar sobre o solo grandes volumes de água de uma vez, que se tornam tributários das inundações. Coberturas verdes em prédios surgiram em São Paulo como paisagismo. Na década de 1950, Burle Marx, memorável paisagista (1909- 1994), criou um jardim suspenso no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Também há um grande jardim sobre o Edifício Conde Matarazzo, onde está instalada a Prefeitura, na esquina da Rua Líbero Badaró com o Viaduto do Chá. Os telhados verdes, como tal, são uma técnica antiga no exterior. “Mas os primeiros modelos levavam muita terra, eram pesados”, diz Sérgio. As técnicas modernas surgiram na Alemanha, em fins de 1960. Naquele país, 13,5 milhões de metros quadrados de verde cobrem 15% dos telhados (dados de 2001). O maior deles é o do Aeroporto de Frankfurt, com 45 mil m2 de verde – o que ajuda a reduzir o ruído dos aviões. Na Espanha, o maior teto verde do País é o do Banco Santander, na cidade do mesmo nome. No Brasil, estamos começando. Em todo caso, só o Instituto Cidade Jardim, empresa de Sérgio, instalou 6 mil metros quadrados em cidades de vários Estados brasileiros, em dois anos e meio de atividade.

Técnica permite horta suspensa

O telhado verde, com os módulos criados por Sérgio Rocha, tem três tipos. O básico, com mudas bem novas, uma semana a dez dias de plantio, por R$ 120 o metro quadrado. O premiun, com mudas adultas, dois meses de plantio, a R$ 170 o m2. E o gramado, com grama adulta, de um só padrão, a R$ 125 o m2. A esses valores devem-se acrescentar os custos da instalação, em média R$ 35 o m2. E o frete, que depende da distância a ser percorrida.

Horta – Além do telhado inteiro, há outras possibilidades. Pode-se comprar 1 m2 (cinco peças) de módulos vazios, para fazer uma pequena horta no quintal. Vão bem morango, alface, temperos. Basta encher os copinhos com água, e a parte de cima com terra. O metro quadrado custa R$ 60. Outra possibilidade é plantar grama. Neste caso, pode haver um tipo específico de serventia para quem tem cachorro em casa.

Por ora, os módulos não estão em lojas ou supermercados. Da mesma forma não há representante em São Paulo. A sede fica em Itu, a 92 quilômetros da Capital. Quem quiser comprar os módulos, ou todo o telhado verde, deve ligar para (11) 2429-4720 ou (11) 2715-0749 (é preciso usar o código da operadora).


Moradias em SP podem receber “floresta” no telhado para diminuir calor

Artigo publicado originalmente por Fernando Gazzaneo, do portal de noticias R7.

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O conjunto habitacional Rubens Lara, em Cubatão (cidade a 56 km de São Paulo), recentemente ganhou fama ao ser considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) referência em habitação social sustentável. Embora seja usado como exemplo pela organização internacional, para a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) paulista – responsável pela obra – o lugar tem funcionado apenas como base para projetos com tecnologias que causem menos danos ao meio ambiente.

A equipe técnica da companhia estuda implantar em novas construções, por exemplo, estrutura para captação de água da chuva e “tetos verdes”, que ajudam a diminuir o calor dentro dos apartamentos durante o verão, garantindo a redução do uso de ventiladores e ar condicionado.

Os prédios do Rubens Lara se tornaram referência em habitação social de menor impacto por possuírem aquecedores solares para os chuveiros, janelas mais amplas, medição individual do consumo de água (que ainda não estava funcionando até a publicação desta notícia) e teto branco para rebater os raios do sol, reduzindo o uso do ar condicionado. Segundo a companhia de habitação, 1.850 famílias das 7.000 que foram retiradas pelo governo de ocupações irregulares na Serra do Mar devem ir morar no local.

Ideias sustentáveis

Em 2010, a CDHU realizou um concurso público que contou com a participação de escritórios de arquitetura de todo o país. Os profissionais contribuíram com ideias novas para moradias populares sustentáveis. Segundo Gil Scatena, assessor de sustentabilidade da Secretaria de Habitação, a área de projetos da companhia está, neste ano, avaliando quais desses trabalhos poderão ser executados.

A adoção de estruturas para captar água da chuva está na pauta de discussões da CDHU. O sistema possibilitaria que os prédios usassem a água para limpeza de áreas coletivas e manutenção dos jardins. A técnica foi discutida recentemente com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, que estabeleceu um canal de comunicação entre a ONU e a CDHU. Scatena afirma, porém, que existem questões de segurança nesse método que precisam avaliadas.

- A adoção de um sistema que recolha a água da chuva passa por uma questão de segurança. Estamos falando da construção de larga escala e precisamos ter a certeza de que essa água não será consumida pelos moradores. A USP (Universidade de São Paulo) nos ajudou com algumas sugestões, como tingir com um corante a água não potável ou usar mangueiras com pontos de segurança. Esperamos que neste ano ou no próximo possamos trabalhar com um [projeto] piloto.

A engenheira e membro do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, Vera Hachich, explica que é possível utilizar a água da chuva, mas para isso é preciso tratá-la antes. Os condomínios seriam obrigados a ter um sistema de tratamento dessa água, “o que é caro e exige que a gestão seja feita por profissional”. Já o engenheiro Henrique Ferreira, da Inovatech, explica que um tratamento com cloro pode fazer com que as águas pluviais sejam utilizadas nas descargas sanitárias e áreas ajardinadas.

Tetos verdes também estão entre as técnicas discutidas. O sistema consiste em plantar um jardim na cobertura dos edifícios. A CDHU trabalha com a possibilidade de adotar esse método, mas questiona a manutenção e os custos da obra. Como explica Vera Hachich, os telhados verdes geralmente exigem investimentos no reforço da estrutura do topo do prédio e impermeabilização dele.

Falta de moradia
Apesar do reconhecimento da ONU, as discussões sobre sustentabilidade na CDHU estão só no começo. Uma política verde foi estabelecida em 2007 e, atualmente, a companhia tenta cruzar as diversas possibilidades de construção sustentável com a necessidade de atender a um déficit habitacional de quase um milhão de moradias. É por isso que o assessor de sustentabilidade da companhia, Gil Scatena, prefere descartar o título de “casa sustentável” para o conjunto Rubens Lara e usar “construção de menor impacto ambiental”.

- O que aconteceu foi que a CDHU mergulhou no mundo da construção civil sustentável, que já estava bastante avançada. Foi um baque. A reação frente a esse cenário foi de “respirar fundo” e ver como é possível equacionar esse universo de saídas dentro da realidade da companhia.

Scatena conta que as escolhas feitas para a construção do Rubens Lara, como as janelas e as áreas com jardins, também são alvo de melhorias para construções futuras. Ele explica que as implantações dos espaços verdes entram em conflito, principalmente, com a preferência dos moradores por áreas de estacionamento.

- As janelas [do Rubens Lara] são maiores e permitem maior ventilação cruzada. Mas quando trouxemos técnicos da ONU, eles fizeram observações do modelo de janelas. Então, acredito que será outra questão que a gente vai ter que avaliar [em construções futuras]. Podemos pensar em janelas que se abram totalmente, o que facilitaria ainda mais a iluminação natural e a passagem do ar.

O traçado do desenho universal, que torna possível adaptar o apartamento, a qualquer momento, para moradores com mobilidade reduzida, também estão sendo “adotadas progressivamente”. Ele conta que a CDHU disponibiliza uma cota de apartamentos adaptados no térreo dos edifícios. A ideia da companhia é ampliar esse desenho universal para as demais habitações.

“IPTU Verde” será implantado em Guarulhos (SP) a partir de 2012

Publicado originalmente em www.ciclovivo.com.br

A partir de 2012, os proprietários de imóveis que investem em ações sustentáveis terão descontos no IPTU (Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O desconto será de até 20% no imposto para quem implantar duas ou mais das seguintes medidas: uso de aquecimento solar, captação de água de chuva, reuso da água, coleta seletiva de lixo, sistema natural de iluminação, construção com materiais sustentáveis e telhado verde (gramado).

Os abatimentos serão de até 5% para os imóveis residenciais ou comerciais construídos, que tenham árvores na calçada, no terreno, quintal gramado ou de terra. Os interessados nos descontos do “IPTU Verde” devem comparecer às unidades do Fácil (unidade de multiatendimento público) para solicitar a vistoria, ainda em 2011.

Além do “IPTU Verde”, proprietários de imóveis localizados nos trechos das vias onde são realizadas feiras-livres na cidade serão beneficiados com 50% de desconto no IPTU (Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) a partir deste ano. O desconto se deve ao fato de as feiras trazerem transtornos aos moradores, como barulho, mau-cheiro e interdição do trânsito local.

As medidas fazem parte das alterações da lei 6.793/10, que regula a cobrança do IPTU, com o objetivo de corrigir distorções na cobrança do imposto e garantir maior transparência.

Cidade de São Carlos é exemplo

O número de imóveis beneficiados com desconto pelo programa do IPTU Verde cresceu mais de 100% nos últimos quatro anos em São Carlos (a 230 km de São Paulo). Em 2007, primeiro ano da entrada em vigor do benefício, 2.796 contribuintes solicitaram o desconto. Em 2010, foram 5.733 solicitações.

A lei estabelece desconto de até 4% no pagamento do imposto para imóveis que mantenham áreas permeáveis e plantio de árvores na calçada. Para incentivar o plantio, a Prefeitura criou ainda o Disque Árvore, que já forneceu mais de 6 mil mudas gratuitas de espécies nativas, frutíferas e ornamentais cultivadas no Horto Municipal. Cada pessoa tem direito a duas espécies de árvores por mês. A Prefeitura agenda um dia da semana, faz a entrega e orienta sobre o modo correto de realizar o plantio.